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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CLIMAS DO BRASIL

Optamos pela classificação climática do cientista norte-americano Arthur Strähler, por estar baseada na circulação e na atuação das massas de ar que determinam os climas no Brasil.
O mapa acima apresenta os climas brasileiros: 1. Equatorial Úmido; 2.Tropical Continental; 3. Tropical Semiárido; 4. Litorâneo Úmido; 5. Subtropical; 6. Tropical de Altitude.
Considerando a dinâmica das massas de ar que atuam no Brasil, encontramos os tipos de clima descritos a seguir.

Clima equatorial úmido: Esse tipo de clima é determinado pela massa equatorial continental (mEc), e sua principal área de ocorrência é a Amazônia. Tem como características elevada taxa de umidade, em virtude da presença dos rios e da vegetação na região, e altas temperaturas, por encontrar-se em baixa latitude. As chuvas são constantes e abundantes (chegam a ultrapassar 2.500 mm anuais), resultado da convecção ou ascensão vertical do ar e conseqüente resfriamento e condensação. Apresenta também baixa amplitude térmica anual (a menor do Brasil), inferior a 4°C, e médias térmicas anuais elevadas, que variam pouco, de 25 a 28°C.

Clima litorâneo úmido: Abrange a faixa da costa do Nordeste e do Sudeste e sofre influência da massa tropical atlântica (mTa). Apresenta como características chuvas concentradas no inverno, que variam de 1.500 a 2.000 mm durante o ano, e médias térmicas elevadas. Como vimos anteriormente, nessa estação, no litoral nordestino, o encontro da mTa (de ar quente e úmido) com a mPa (de ar frio e úmido), provoca chuvas frontais. Durante o verão tanto no Sudeste como no Nordeste, o encontro da mTa com as mais elevadas, como o planalto da Borborema (no Nordeste) e as serras do Mar e da Mantiqueira (no Sudeste), provoca as chuvas orográficas.

Clima tropical continental: É o clima mais representativo do Brasil, por isso chamado de tropical típico. Abrange área das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Apresenta duas características marcantes:
1. A presença de duas estações bem definidas:
verão: estação chuvosa, provocada pela massa de ar equatorial continental (mEc) e pela massa tropical atlântica (mTa);
inverno: estação seca. Nessa época, a mEc se retrai, deixando espaço para a atuação de outras massas de ar: a polar atlântica (mPa) e a tropical continental (mTc). A mPa aproveita o corredor formado pelas terras mais baixas da região Centro-Oeste e atinge a porção sul da Amazônia, quando a temperatura pode chegar a 10°C (fenômeno da friagem).
2. Amplitudes térmicas anuais elevadas devido à influência da continentalidade.

Clima tropical semi-árido: Característica do Sertão nordestino e do norte de Minas Gerais. As massas que atuam para a ocorrência desse tipo de clima são a tropical atlântica (mTa) e a equatorial continental (mEc). Quando chega ao interior do Nordeste, a mTa já perdeu a umidade, pois barreiras montanhosas impedem a passagem das chuvas que caem no litoral. É o clima brasileiro com menor índice pluviométrico anual. O que causa o problema da estiagem é a má distribuição das chuvas, concentradas em alguns meses do ano. O índice de chuvas anuais chega, às vezes, a ser inferior a 500 mm. As médias térmicas anuais e as temperaturas são elevadas.

Clima subtropical úmido: Representativo do Sul do Brasil, é dominado pela massa tropical atlântica (mTa), mas sofre grande influência da massa polar atlântica (mPa) no inverno. Apresenta o segundo maior índice pluviométrico anual (em torno de 2.500 mm), só perdendo para o clima equatorial úmido. Tem as estações do ano bem definidas e chuvas bem distribuídas durante o ano. No inverno são constantes as ondas de frio, a formação de geada e chuvas de granizo. Pode ocorrer neve nas áreas de maior altitude, como na região de São Joaquim, em Santa Catarina.

Clima tropical de altitude: Localiza-se nas áreas de maior altitude da região Sudeste. Sofre grande influência anual da massa tropical atlântica (mTa), que é úmida. No inverno, a massa polar atlântica (mPa) é responsável pelas baixas temperaturas e pelas geadas que costumam ocorrer nessa época. Diferencia-se do clima tropical típico ou continental por abranger maio índice pluviométrico anual (acima de 1.700 mm), verões menos quentes e invernos mais frios.

fonte: www.tiberiogeo.com.br

domingo, 30 de maio de 2010

FATORES E ELEMENTOS DO CLIMA

FATORES DO CLIMA

Latitude – as diferenças de latitude ou de localização das zonas climáticas podem alterar tanto a temperatura como a pressão atmosférica.

● menor latitude = maior temperatura/menor pressão. Ex: zona equatorial.

● maior latitude = menor temperatura/ maior pressão. Ex: zona polar

Altitude

● menor altitude = maior temperatura/maior pressão

● maior altitude = menor temperatura/menor pressão

Maritimidade e Continentalidade – a influência do mar, ou maritimidade, é um importante regulador do clima de regiões litorâneas. Essas regiões têm temperaturas mais amenas e com pequenas variações. Os ventos carregados de umidade vindos dos oceanos tornam essas regiões mais úmidas e chuvosas.
As áreas situadas no interior dos continentes não têm essas características. No interior dos continentes, a amplitude térmica aumenta e as chuvas diminuem, pois os ventos vão perdendo umidade, à medida que penetram nos continentes.

Correntes Marítimas – são verdadeiros rios dentro do mar, modificadores do clima. As correntes quentes podem amenizar o clima, como faz a corrente do Golfo em relação ao clima da Europa ocidental. Correntes frias podem ser responsáveis pelo aparecimento de regiões desérticas.

Vegetação – emite determinadas quantias de vapor de água, influenciando o ciclo hidrológico de uma região.

OS ELEMENTOS DO CLIMA

Temperatura - é a quantidade de calor na atmosfera. A energia primária do Sol aquece a superfície da Terra (a hidrosfera e a litosfera) e esta irradia calor para o ar; portanto, a temperatura do ar é um calor indireto, já que é irradiado da superfície para a atmosfera.

A umidade do ar – a umidade atmosférica (quantidade de vapor de água existente no ar) varia de um lugar para o outro e até em um mesmo lugar, dependendo do dia, do mês ou da estação do ano.
Quando o vapor de água da atmosfera atinge seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, que podem se apresentar sob várias formas: chuva, neve e granizo. São as chamadas precipitações não superficiais, porque a condensação acontece nas camadas mais elevadas da atmosfera. Quando a condensação ocorre junto à superfície, forma-se o orvalho, a geada e o nevoeiro, que por isso são considerados condensações superficiais, e não propriamente precipitações.

PRECIPITAÇÕES NÃO SUPERFICIAIS

Chuvas – resultam da conjugação de dois fatores: o vapor de água atingir seu ponto de saturação e a queda de temperatura da atmosfera. Podem se formar de três maneiras:

● Chuvas convectivas – ocorre quando o ar, em ascensão vertical, se resfria (em contato com as camadas mais frias), se condensa e se precipita sob forma de chuva:

● Chuvas de montanha ou orográficas – ocorrem com a ascensão e o resfriamento do ar, quando tem de ultrapassar barreiras montanhosas:

● Chuvas frontais – resultam do choque de uma massa de ar fria (e seca) com uma massa de ar quente ( e úmida)

Pressão Atmosférica – o peso que o ar exerce sobre a superfície terrestre é chamado de pressão atmosférica. Como esse peso não é exercido de maneira uniforme em todos os lugares, as diferenças de pressão originam os ventos.

Os ventos deslocam-se sempre das áreas de alta pressão (áreas frias) para as áreas de baixa pressão (áreas quentes).
Massas de ar – porções da atmosfera que reúnem determinadas condições de temperatura, pressão e umidade.


• Massa equatorial continental (mEc) – Originária da Amazônia ocidental – área de baixa latitude e muitos rios. É uma massa de ar quente, úmido e instável. Atinge praticamente todas as regiões durante o verão no hemisfério sul, provocando chuvas. No inverno, a mEc recua e sua ação fica restrita à Amazônia ocidental.
• Massa tropical atlântica (mTa) – Também de ar quente e úmido, origina-se no atlântico sul. Atua na faixa litorânea e é praticamente constante durante todo o ano. No inverno, a mTa encontra a única massa de ar frio atuante no Brasil, a mPa, cujo encontro provoca as chuvas frontais do litoral nordestino. No Sul e Sudeste, o encontro da mTa com as área elevadas da serra do Mar provocam as chuvas orográficas.
• Massa polar atlântica (mPa) – De ar frio e úmido. Atua principalmente no inverno. Em virtude das baixas altitudes da área central do território brasileiro (planaltos rebaixados), no inverno essa massa chega a atingir a Amazônia ocidental, e provoca baixa de temperaturas. Como dito acima, essa massa encontra a mTa no litoral do Nordeste no inverno, provocando as chuvas frontais.
• Massa equatorial atlântica (mEa) – Massa de ar quente e úmido. Atua principalmente durante a primavera e o verão no litoral do Norte e Nordeste. Conforme avança para dentro do país, perde a umidade.
• Massa tropical continental (mTc) – Origina-se na região do Chaco, Paraguai, que é uma zona de altas temperaturas e pouca umidade, que a torna a única massa de ar quente e seco. Também provoca um bloqueio que detém as massas de ar frio, mormente nos meses de maio e junho.